Apocalipse nos Trópicos: uma crítica das críticas
Diferentes opiniões tensionam o debate sobre o documentário Apocalipse nos Trópicos no campo progressista, seja para afirmar a posição política de um evangelicalismo democrático na disputa do poder, ou para enfatizar a atuação dos verdadeiros sujeitos sociais que possibilitaram a expansão da religião evangélica no Brasil
Quebrar a aura e guiar as massas
Apocalipse nos trópicos, de Petra Costa, revela a leniência dos religiosos progressistas que abandonaram o sentido das massas, enquanto pastores como Silas Malafaia conseguem discerni-las, não apenas na luta entre o bem e o mal, mas na figura de um sindicalista que usa o púlpito como palco
Profecias do abismo
No adventismo brasileiro, interpretações proféticas conservadoras transformam a “besta do abismo” em um instrumento de guerra cultural contra o progressismo e alimentam cismas internos
Apocalipse, escravidão e a identidade dracônica dos EUA
Durante o período pré-guerra, a escravidão serviu para os pioneiros adventistas como prova primordial de que os EUA eram a besta de dois chifres de Apocalipse 13
Marx e a besta do Apocalipse
Em sua leitura do Apocalipse, Karl Marx relaciona o dinheiro à besta apocalíptica, que regula todas as trocas, cuja marca decide sobre todas as relações: ninguém pode comprar nem vender sem ela
Pelo resgate da identidade remanescente
Na Bíblia e no Espírito de Profecia, os aspectos que unificam a identidade remanescente relacionam-se à vivência da justiça social e à denúncia da opressão perpetrada pela união entre os poderes civis e religiosos
O método satânico
O Decreto Dominical não contradiz as Escrituras, mas não é uma leitura convincente para Apocalipse 13:13-17, que sugere diferentes possibilidades de interpretação sem constranger o leitor a uma única perspectiva